quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Nothing but an image...

melhor desenho dos últimos tempos...

The Marvelous Misadventures of Flapjack
(As Trapalhadas de Flapjack)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nothing but words II...


ai que amor é esse ?
que me faz repensar
em valores
que me dá flores
querendo que eu entenda
coisas que eu nunca entendi
que me abraça forte
quando eu penso em morte
que me surpreende
que me faz ceder
me deixa sem chao
pra me pegar no colo
que diz sim só porque odeio escutar nao
que ao mesmo tempo quero perto e longe
dentro e fora de mim
que amor é esse que nasceu do nada
que me deixa farta
ruborizada , fatigada
saciada, amaciada
um amor desse tipo
só pode ser obra de alguém
pregando uma peça do além
rindo horrores dos meus pudores
senhores detentores do poder maior
que observam calados
sem dó.
eu renuncio, sofrendo....
vou viver só.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nothing but music...

Nothing but words I...

como a inspiração resolveu tirar férias , vai uma antiga, em inglês mesmo...


e pra quem a letra acima não ajudar :

dirty toilettes you made me go
climb up hills to see you smoke
if this is love, I don´t know
thank God I´m free, and so as my soul

for more than a hundred days
stuck by your side
if we had good things in this time?
oh yeah, but nothing compared to the bad ones
that brought tears to my eyes

you became dust of the past
a prom night that doesn´t last
kid, just wish you all the best
it´s time to go to bed, you need a little rest

but before,
don´t forget to say your prayers
or to buy your new black crayons
my cab is waiting, good luck with the ladies.

domingo, 29 de novembro de 2009

Nothing but an image...


for the first time I cant find the right words.
they probably needed a vacation. . .
so do I.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nothing but words X ...


artista: Liu Yuanshou

refestelar-se em um sonho intermitente
sombreado por um passado
de magnânima justa causa
sobreposta de espinhos

a sequóia conforta
o sintomático estado meu
inadimplente varão,
quem ousaria dizer um não ?

desço do berço de ouro
diretamente para um mundo sem dono
chorando, divago
emudeço, me calo

soturno olhar
cor ametista
não me atreveria
na cólera, te molestar

em cativeiro fui criada
e a liberdade adquirida, tomada
assim, me vi obrigada
a ser filha da madrugada

ele, íris de desdém
eu, coração petrificado por alguém
e tão somente no reflexo do espelho
me permito perguntar
coisas que sem resposta irão ficar.

domingo, 22 de novembro de 2009

Nothing but music...

mesmo gosto musical...


filme: "Ils se marièrent et eurent beaucoup d'enfants"

sábado, 21 de novembro de 2009

Nothing but words IX...

nicotina, arte

livros, vinhos

poesia, rebeldia

cinema, euforia

cama, drama

sonha, alma chama

corpos, gotículas de suor

fotos, libido

praças ao redor

desejo da pele

de um som coerente

com esse pequeno, mas abrangente,

resumo de nós.



Nothing but words VIII...




Eu, no carnaval de coelhinha da Playboy ...

Nota-se que a idéia não é inovadora, assim como polemizar para vender também não.

Com declarações fora da casinha do tipo " a única mulher a posar para a Playboy que publicou algum romance" ( Bruna Lombardi, Maitê Proença, hellooo!), "nudez intelectual" , entre outras pérolas, Fernanda Young subestimou o Q.I de suas colegas de revista.

Defina inteligência e mostre como usá-la. Cada um usufrui o intelecto como bem entender, seja na cama ou na biblioteca mais próxima.

Young está lançando o livro intitulado " O Pau ": uma epopéia fálica será ? Não sei, não vou comprar. E se algum dia chegar em minhas mãos, e meu tempo não estiver tão escasso, irei ler a obra com o devido respeito. Mesmíssimo respeito que tenho para com todos os meus livros.

Sim, como não ? Afinal tenho coisas em comum com a escritora/roteirista/apresentadora capa da Playboy de novembro: também sou mãe, também tenho tattoos e também sei polemizar. Mas se fosse focar no quesito polêmica, seria muito fácil. E tudo que é demasiado fácil, enjoa.

domingo, 15 de novembro de 2009

Nothing but words VII ...

quebra de regras
tabus
leis
o que serás?
ainda nao sei
mas hei de descobrir
o manto que te cobre
e adentrar a morada
que te abriga
e transformarei o medo
que te habita
e irei embora
sem prévio aviso
só com um simples sorriso.

Três Marias ( Orion´s Belt )

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nothing but words VI...

you like my eyes
because you hide inside of them

I like your lips on mine
because our tongues colide

you like my red nails
because I can scratch behind your neck

I like your hair
because I can grab while you do your best

and until you say "that´s enough"
I will continue because I always want more .

Nothing but words V ...

dúvida divinal
tez sublime
por que tu vais?
se não queres mais?

mal começou
e já tem um fim
sempre a mesma personagem principal
das tramas que se alojam em mim

não adianta amarras na cama
livros esquecidos no criado-mudo
é depois da meia-noite
que me olho no espelho e surto

apocalipse de pensamentos
vão esmorecendo um a um
peças de dominó que não combinam
xadrez em que os peões com a rainha sumiam.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nothing but words IV...


o corvo de Poe ainda se faz notar
mas em vez de "nunca mais"
ele, em tom irônico, anuncia: " deixe estar "

voa rasante
tentando surdinamente
apontar para o lado de lá
não posso negar
mais uma vez escuto: " deixe estar "

todavia, quando me viro
só vultos, é o que há
decido ao pássaro perguntar:
"por que tens medo de perto de mim repousar?"
e ele: " deixe estar "

começo a me intrigar,
a me irritar:
"mas que diabos esta maldita ave faz a me rodear?"
perto do velho carvalho, camuflado, ele jaz: " deixe estar "

"se meu gato não fosse vegetariano o deixava abocanhar"
ele agora desata a gargalhar
vou armar a arapuca
agora de uma vez por todas, hei este corvo capturar
meu pesâmes Edgar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nothing but words III...

rebites mal feitos, gélidos
que abrandam o calor
tuas costas rastreio
a fumaça do cigarro penetra
a multidão lá fora, amarga, quieta
sento na janela, á observar
talvez teu corpo apareça
nos ladrilhos da travessa
e um samba antecipa
minha ansiedade funesta

Nothing but words II...

De supetão nos aproximamos
mas...
eu não, como tu tens
amores antigos pendentes
laços com gente
outra mulher em mente

de domingos somos feitos
mas...
eu não, como tu tens
o resto da vida pela frente
flertes, conversas
meninas diversas

de repente era só isso mesmo
dividir teu edredon nos dias amenos
eu sei , como tu sabes
quão passageiro, ligeiro
breve, mas bom
foi

preciso me abster
não sou teu tipo,
eu sei, como tu sabes
então saio de fininho
na ponta dos pés
para não te acordar e deixares de sonhar

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nothing but words...

não temos tantas lembranças juntos
muitas vezes parece que somos de diferentes mundos
sentimentos antigos enterrados
e outros, agitados porvir

ressuscitastes a romântica burlesca
aquela que crê absolutamente que há outra dimensão corrente
onde cervos são livres, a lótus é sempre negra
e a lua conservada perfeitamente cheia

tento me ater ao trato inicial
nada fácil ser fiel á tal
quando tudo parece conjugar
para um lúdico paraíso astral

procrastino o período matinal
embebedo-me de néctar
me envolvo no teu corpo com força
uma dama da noite, que a aurora sombreada transforma

com o intuito de não te prender, me prendo
a desejos e apelos
que agora já não mais compreendo
mas que são tão reais quanto a tinta que rabiscas nos umbrais da vida

tua essência surrealista entorpece meu recanto existencialista
e acima de tudo vicia, livre de volta
sem indícios da nascente , de precedentes
só do agora.

Nothing but music...



...You give me something
That makes me scared alright
This could be nothing
But I'm willing to give it a try
Please give me something
Because someday I might call you from my heart

But it might be a second too late
And the words that I could never say
Are gonna come out anyway ...

"You give me something" - James Morrison

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nothing but words III...

só queria correr na chuva
sem memórias
e andar descalço sem a preocupação de pisar em cacos
ter mais acertos que erros
menos casos, mais amores
mais conforto, menos dor
sentir a areia entre os dedos
e esquecer o tempo
estar mais presente que ausente
brincar mas também levar a sério
sorrir á luz de velas em vez de chorar no escuro
não esquecer do passado, mas deixá-lo lá
olhar a vastidão do mar e saber que até ele tem seus momentos de mansidão e tempestade
que a serenidade nasce do piano e a paixão de qualquer canto
me envolvo com a vida cada dia mais profundamente, e só, sou ao mesmo tempo protagonista e espectadora, atuando da melhor forma possível.
sem ensaios.