Nothing but words II...
Encontrei esta poesia perdida entre antigos documentos virtuais.
Resta postar para me redimir da culpa pelo abandono.
Serpenteia ao meu redor
Simplório comedor de vertigem
alheia
Que incomoda e chateia
Com seu intrépido odor de
perversão
És sina
A imagem preferida quando estou
em solidão
Serei entregue a sonhos e afins
Revolto-me por causa de ti
Debocha, ri, sapateia
Marca minha pele com mordidas
brejeiras
Afogaria teu sarcasmo
Guilhotinaria teu saber
Matar-me ias de prazer
Sei disso e me angustio
Por quê?
Porque não posso te comprar
Nem com ouro, almíscar ou chá
Um convite lhe faria
Porém, suportar um não
Seria como pisar em cacos de
vidro no chão
Então, me retiro do ato
Ciente e grata
Mas faça constar:
Nada e nem um pouco farta